na ânsia fátua do segundo andamento
(dolente
que abstracta vibra no meu peito à espera de continuação
tento interminavelmente viver para hoje
(sem pressa.
estremece comigo o teu corpo
em milagre acontecendo no calor
das minhas mãos.
investigo-lhe os sinais escavados na pele,
mapas em relevo que de noite vejo melhor
e em silencioso rosário
oiço avançar
como bravos navios nas pautas imateriais.
do espelho recorto as chamas,
crepitante chuva de pessoas caídas
diluindo-se breves
nas águas da memória,
lamentáveis como mortes prematuras,
para guardar no fundo dos erros mais imprudentes.
e esqueço as violetas de lume
(dengosas
que ainda brincam na imagem,
como na outra vida, minha
sem a leveza dos beijos.
e apago as manhãs sempre velhas
(devagar
como corvos, enlutadas
apesar do balanço do sol nas janelas
que diariamente de coração aberto
se fechavam à entrada dos sonhos.
agora contigo
estremece
(pouco a pouco
o meu corpo
em cascatas
(variantes
de remanescentes harmonias.
e no teu abraço
(em todos os tempos
atraso
a conclusão.
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terça-feira, 9 de agosto de 2011
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