quarta-feira, 2 de julho de 2008

Momento

escuto o resfolegar das asas dos anjos, que nos resguardam dos ímpetos da terra, e viajo nas tuas costas.
as minhas mãos desenham histórias de amor e nuvens frescas entre os teus ombros, passeiam no arco da tua espinha, na volúpia que respira pelos teus poros, na humana voz que se esconde na constelação de sinais sobre a qual te deitas quando me procuras a boca com a boca e os olhos com os olhos.
e perco-me nas sensações enquanto a noite morre lentamente contra as janelas e a brisa atlântica se encolhe aos teus pés, enroscada no pêlo do gato.

lá fora, a lua aponta setas de luz aos telhados e às folhas das árvores que murmuram esperança em palavras que só nós entendemos.
no quarto, os anjos tropeçam no vapor palpável da nossa respiração.
e tu embrulhas-te em mim e eu em ti.
e misturamos pele e saliva.
e disparamos rajadas de beijos e granadas de desejo.
acerta-me, dizes.
desconcerta-me, digo eu.
e obedeço-te. e encontro-te. e desmancho-me nos teus braços.
e envelheço devagar sem que o tempo me adoeça.

e amo-te como se não existisse mais nada.

2 comentários:

Frambú disse...

como te gosto as palavras. . .
se fossem minhas não saberia dar-lhes nunca o devido uso.

um brinde ao amor!

bisou *

bernard n. shull disse...

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